quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A origem de expressões populares
O meu amigo Tó Luis mandou-me um documento de cultura geral que considero tão interessante que o passo a partilhar neste espaço...
Cultura geral
Cultura geral
sábado, 5 de dezembro de 2009
A abrótea ou magão
Na minha quinta e mesmo no meu jardim tenho alguns (diria mesmo, muitos) exemplares desta espécie. Hoje, em pesquisa a propósito de uma notícia que vinha no DN sobre o trabalho desenvolvido pela Escola Superior Agrária na conservação da variedade endémica existente unicamente na Gardunha, encontrei este texto do Jornal de Alcochete:
A mãe do Martim estava preocupada. O garoto, com três aninhos apenas, esgatanhava com frequência o couro cabeludo que ficava assim, cheio de impigens. Alguém, entendido e experiente, recomendou que lhe deitassem nas feridas o suco da raiz de abrótea.
- De facto, a abrótea (que também é nome de peixe) tem essa utilidade e há pessoas que se dão muito bem com ela - respondi, quando a jovem mãe me indagou.
Abrótea é a designação comum de várias plantas da família das liliáceas que pertencem ao género “Asphodelus”. As mais conhecidas são a “Asphodelus aestivus”, a “Asphodelus albus” e a “Asphodelus ramosus”. Esta, talvez a mais vulgar, é a que vamos pormenorizar, por se encontrar frequentemente na nossa região, de clima atlântico-mediterrânico. Não podemos, todavia, deixar de mencionar a variedade endémica “Asphodelus lusitanicus” e a “Asphodelus bento-rainhae”, espécie quase em extinção, que surge na Cova da Beira, como bem explica o fitoterapeuta e meu caro amigo, Dr. João Ribeiro Nunes, no seu tratado de “Medicina Popular”.
A abrótea encontra-se com frequência nos montados e charnecas incultas, onde parece competir com a cebola albarrã. Antes da floração, as duas plantas são quase semelhantes. A abrótea possui também folhas compridas de verde-escuro, mas muito mais estreitas. É planta robusta e perene com raiz fasciculada, engrossada por tubérculos ovóides e oblongos de 3 cm de comprimento e folhas planas, lineares e basais. Floresce na Primavera, formando ramos, dispostos em panículas, que chegam a atingir 90 cm de altura, com pequenas flores brancas providas de filetes castanhos.
Julga-se que as abróteas são originárias da região mediterrânica, mas actualmente estão espalhadas pelo mundo, sendo cultivadas, quase sempre, como espécies ornamentais. Os gregos antigos costumavam plantá-las junto dos túmulos, pois acreditavam que serviam de alimento aos falecidos. Plínio e outros clássicos mencionam os tubérculos da abrótea como comestíveis, mas, mais tarde, detectou-se neles uma substância tóxica chamada asfodelina, pelo que não convém usá-los na alimentação. Aliás, uma das melhores formas de verificar se uma planta é tóxica é observar o comportamento do gado. Se ele não lhe toca, é porque a planta não é recomendável. No entanto, para aplicar externamente em feridas e lesões da pele, esta herbácea é das mais eficazes.
Medicinalmente diz-se que a abrótea é anti-espasmódica, diurética e emenagoga.
Aponta-se ainda outro uso para a abrótea: a preparação de um grude ou cola muito forte, a partir do pó dos tubérculos amassado em água fria, formando uma pasta amarelada. Era utilizada antigamente pelos sapateiros e encadernadores.
Hoje em dia, poucos fitoterapeutas mencionam a abrótea nos seus compêndios. Exceptua-se o Dr. João Ribeiro Nunes que refere a utilização dos rizomas cortados às rodelas, ou o respectivo suco para friccionar na pele, a fim de activar a cicatrização no tratamento de eczemas, impigens e ulcerações das mucosas. Praticamente o mesmo é dito pelo Dr. Oliveira Feijão na “Medicina pelas Plantas” e pelo Dr. Lyon de Castro na sua obra “Medicina Vegetal”.
Miguel Boieiro
domingo, 29 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Buika
Na altura em que edita o seu quarto trabalho (El Último Trago) um pretexto para trazer aqui esta maiorquina de origem africana uma música na linha do jazz afro-cubano com acentos flamengos...
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Claude Levi-Strauss
Com quase 101 anos, morreu Claude Lévi-Strauss. Autor "obrigatório" no meu curso de Antropologia (anos 70), sem mais, quem quiser saber um pouco sobre este antropólogo fundador da corrente estruturalista, visite a wikipédia. Importante mesmo é ler alguma das suas obras (também publicadas em Portugal. Tristes Trópicos é dos seus trabalhos mais conhecidos.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
arquivo fotográfico imperdível
O The Boston Globe tem uma secção the foto de reportagem (Big Picture) que é uma verdadeira preciosidade. Descobri por acaso e passa a estar nos meus favoritos.
http://www.boston.com/bigpicture/
http://www.boston.com/bigpicture/
comer chocolate sem complexos de culpa
Quem somos nós para por em dúvida a informação veiculada pela revista Visão, ainda para mais quando até é a nossa revista de referência? Pois bem, há duas semanas pude ler na revista Visão uma boa mão cheia de razões para poder comer chocolate sem complexos. Porque este alimento dos deuses parece que é mesmo bom, que deveria ser de consumo obrigatório mesmo para quem não é guloso, que estes comem-no de qualquer maneira. Ficámos a saber que ingerir um pedaço de chocolate antes da refeição faz emagrecer, pois tem um poder saciante enorme, logo come-se menos à mesa; que equilibra o colesterol e faz descer os triglicéridos e a glicose no sangue; que por ser antioxidante e fazer frente aos radicais livres, promove a juventude; e que se não fosse pouco, o chocolate é composto por substâncias semelhantes às que são libertadas em estado de paixão. Bora daí, vamos comer um chocolate?
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Lucy in the Sky with Diamonds
Durante muitos anos pensou-se que a famosa canção dos Beatles era uma alusão ao LSD. Até porque os Beatles não eram nenhuns anjinhos no que ao consumo de drogas dizia respeito, e a LSD era o que estava a dar na época. Há poucos meses, soube-se que a inspiração da canção composta por John Lennon afinal tinha sido uma miúda sua vizinha que se chamava Lucy. De tal forma que, sabendo-se que ela estava gravemente doente com lupus, o filho de Lennon se ofereceu para a ajudar.
Morreu semana passada: a Lucy já está no Céu. Com diamantes?
Para recordar o tema, em vez dos Beatles fui buscar uma das versões minhas favoritas, a de Katia Melua...
Morreu semana passada: a Lucy já está no Céu. Com diamantes?
Para recordar o tema, em vez dos Beatles fui buscar uma das versões minhas favoritas, a de Katia Melua...
O melhor do youtube em 4 minutos...
Os 100 melhores (ou mais vistos) vídeos do Youtube numa sintese de 4 minutos...
domingo, 18 de outubro de 2009
Belas competências linguísticas
Composição aluno 9ºano das Caldas da Rainha "O Pipol e a Escola"
Sem comentários
(Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!))
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REDAXÃO
'O PIPOL E A ESCOLA'
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem
Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver
q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente
motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem
um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas
q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos
profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os
jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a
sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é
q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é
livro desde o
Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de
xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar
um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
Sem comentários
(Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha (para ler, estarrecer e reflectir...!!!))
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'O PIPOL E A ESCOLA'
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem
Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver
q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente
motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem
um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
Lesiades''s, q é u m livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas
q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos
profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os
jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a
sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é
q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é
livro desde o
Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de
xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar
um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?
domingo, 11 de outubro de 2009
publicidade imperdível
Não o escondo: considero que uma boa peça publicitária poder ser uma peça de arte... cinematográfica. Para este filme publicitário a Olympus tirou mais60 mil fotos, “revelou” 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme que não tem nada de pós-produção. É uma colagem pura e simples. Um espetáculo de
criatividade.
criatividade.
sábado, 10 de outubro de 2009
Uma visão crua da escola
Vi esta semana um bom filme sobre a escola. La journée de la jupe, faz o retrato de uma escola francesa problemática, mas o cenário poderia ser perfeitamente uma escola portuguesa. A violência psicológica e física na sala de aula, o bullying... E uma grande senhora do cinema francês, Isabel Adjani, a encerrar um interregno de cinco anos.
Um excerto e o trailler oficial:
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