Depois de ver a prestação de Mário Crespo na comissão de inquérito da Assembleia, deixo de ver o noticiário das 9 da SIC com os mesmos olhos. Ver o espectáculo montado por Crespo na Assembleia, com distribuição de fotocópias de crónica que não tem, coitadito, onde publicar, a fazer recordar, segundo ele próprio, o tempo em que circulavam fotocópias do Avante, é demais. É ridículo. Num jornalista que se pretende de referência é desprestigiante e um insulto a toda uma geração que viveu de facto em ambiente de censura. Apetece perguntar: onde estava Crespo no 25 de Abril?
Por acaso (?), uma semana depois tinha um livro de crónicas publicado pela editora de Zita Seabra. Vá lá, que a censura estava a dormir e deixou sair o livrinho que já é top de vendas. Lá que em marketing o Crespo dá cartas, isso não deixa dúvidas.
Gostei daquela cena (nada preparada, claro) onde ele tira da cartola a tshirt do Cão Azul (ele coitado, anda tão deprimido com esta história que até rebatizou a popular empresa para Cão na Lua).
Uma amostra:
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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